quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

III Intervenção: Conhecendo a Cidade de Jequié

Vivenciar a prática do professor de ver como se dá a aprendizagem dos alunos, torna-se, então, uma necessidade ímpar para que se possa ao menos minimizar as dificuldades enfrentadas nos anos iniciais da docência. Nos dias 19 e 20 de outubro realizamos mais uma intervenção na escola Municipal Vilma Brito Sarmento e antes de adentrar na escola inicialmente foi feito a construção do nosso planejamento. Luckesi afirma que “o ato de planejar é um ato decisório, político, científico e tecnológico. (...) toda e qualquer ação depende de uma decisão filosófico-política. Essa decisão dá a direção para onde vai se conduzir a ação. (1994, p.29).”  a partir daí buscamos conhecer uma pouco mais sobre a nossa cidade Jequié e poder partilhar um pouco dos nossos conhecimentos com os alunos do turno matutino da Professora Josiene.

A princípio surgiram algumas idéias do que trabalharíamos nessa intervenção, mas que em pouco tempo foi sanada durante as reuniões e planejamentos desenvolvidos pela equipe, e assim decidimos trabalhar com as imagens antigas e as atuais da cidade de Jequié, trazendo mais sobre sua historia, fazendo um resgate e ao mesmo tempo levantando questionamentos do que poderia ter permanecido na cidade e o que poderíamos melhorar a partir de agora.

No dia 19 as crianças já estavam bastante animadas com o que as colegas Andreia e Naiane haviam apresentado nos primeiros dias da semana e quando chegamos nos deparamos com o interesses dos alunos com que trabalharíamos nos próximos dias. Damos inicio com a atividade de rotina e demos continuidade com o que havíamos proposto para aquele momento.

Mas algo ficou marcado para mim no dia 19, pois foi o dia em que conduzi a turma, e ao chegar na palavra geradora CIDADE que foi a palavras que havíamos escolhido com antecedência, muitos alunos já estão bem avançados na ora de formar novos vocábulos mas teve um aluno que me chamou a atenção pois o mesmo formulou em sua mente a palavra DEDÃO mais este não sabia como transcrever a palavra no quadro.

Há crianças que chegam à escola sabendo que a escrita serve para escrever coisas inteligentes, divertidas ou importantes. Essas são as que terminam de alfabetizar-se na escola, mas começaram a alfabetizar muito antes, através da possibilidade de entrar em contato, de interagir com a língua escrita. Há outras crianças que necessitam da escola para apropriar-se da escrita. (Ferreiro, 1999, p.23)

            Ou seja, ela tinha um conhecimento prévio da palavra mas ainda não sabia como escrevê-la. Isso mexeu com o meu pensar e me levou a refletir ainda mais em relação ao meu papel de futura educadora.

Depois de ter trabalhado tudo o que planejamos, partimos para as atividades Xerografadas e foi ai que me surpreendi mais uma vez, só que positivamente, na atividade havia uma questão que pedia para que cada criança escreve-se um pequeno texto sobre Jequié, o que mais gostavam o que menos gostavam, e o que mudariam. Quando a professora Josiene pegou os textos para corrigir e começou a ler alguns fiquei surpresa com o quão avançados alguns alunos estavam, cada texto incrível que eles mesmos produziram sobre a cidade de Jequié que talvez se me contassem eu a principio não acreditaria. Em fim fiquei encantada

            No dia seguinte lemos um poema sobre a cidade de Jequié, em seguida passamos um vídeo para os alunos que falava sobre os instrumentos construídos pelos índios para assim dar continuidade com a construção dos mesmos. Foi muito produtivo, cada um confeccionou e ornamentou o seu instrumento.

E todo esse aprendizado e com essa preocupação com a qualidade profissional que o Pibid nos proporciona ver, seja em maior ou menor grau, acaba por se refletir na eficácia do ensino que pensamos para o futuro, está sendo de grande valia poder observar a situação real da educação básica pública, para que possamos buscar e promover agora e ainda mais futuramente uma educação de qualidade para todos.




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