quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

VI Intervenção: Trabalhando a interdisciplinaridade, com língua Portuguesa e Matemática 

Com a sensação de dever cumprido mais uma intervenção foi realizada com sucesso, além do mais uma pratica que é elaborada antes da execução o esperado é que tudo desenvolva como planejado. Para Vasconcellos (2000), o planejamento deve ser compreendido como um instrumento capaz de intervir em uma situação real para transformá-las. Mas como tantas outras, essa teve suas exceções do que esperávamos, as vezes acontece até melhor do que o que gostaríamos,mas vezes nos deparamos com surpresas, com situações inusitadas e temos que saber lidar com elas. 

Nos dias 22 e 23 de novembro com tudo preparado para desenvolver o nosso trabalho, estávamos dando andamento a mais uma intervenção, todo o início ocorria como previsto, mas em meio à aplicação da palavra geradora acabei “invertendo” (de forma natural) o que estava fazendo, foi aonde fui alertada pela colega Mara ao saber que uma das alunas interpretou aquela atitude de forma errada ou equivocada, me surpreendendo com aquela atitude, mas como sabemos temos que saber lidar com o diferente, com as várias situações que acontece em nossas vidas e tentar resolver da melhor forma, e assim o fiz, rapidamente com mais cautela voltei de onde tinha parado e dei continuidade daquele momento. Essa situação de certa forma mexeu comigo para que outro momento como esse não aconteça novamente, digo que não é fácil trabalhar com pessoas que nos ver como exemplo a ser seguido, mas sempre vai haver alguém disposto a apontar um erra seu, serão poucos os que lhe incentivaram diante de um acerto, e essa foi uma reflexão que tirei e que trago de mais um dia no espaço escolar.

E para mais um dia de muito aprendizado já havíamos decidido trabalhar com matemática e língua portuguesa ao mesmo tempo e para esse momento utilizamos uma história chamada “Galinha Choca” que falava sobre quantidade e que ao mesmo tempo contribuiu para o raciocínio lógico dos alunos. Utilizamos como material concreto para a matemática uma caixa de ovos, essa foi um brilhante ideia da colega Mara, foi um momento muito interessante, cada experiência como essa melhora o aprendizado de cada um deles. Segundo ALVES “Teoria e prática são irmãs siamesas, que não se podem separar” Enfim cada detalhe nos preparou e nos prepara cada vez mais para sermos bons profissionais da educação. Sempre vencendo desafios e concluir mais um trabalho foi bastante gratificante. 



Caixa de ovos para demostrar as operações matemáticas.
III Intervenção: Conhecendo a Cidade de Jequié

Vivenciar a prática do professor de ver como se dá a aprendizagem dos alunos, torna-se, então, uma necessidade ímpar para que se possa ao menos minimizar as dificuldades enfrentadas nos anos iniciais da docência. Nos dias 19 e 20 de outubro realizamos mais uma intervenção na escola Municipal Vilma Brito Sarmento e antes de adentrar na escola inicialmente foi feito a construção do nosso planejamento. Luckesi afirma que “o ato de planejar é um ato decisório, político, científico e tecnológico. (...) toda e qualquer ação depende de uma decisão filosófico-política. Essa decisão dá a direção para onde vai se conduzir a ação. (1994, p.29).”  a partir daí buscamos conhecer uma pouco mais sobre a nossa cidade Jequié e poder partilhar um pouco dos nossos conhecimentos com os alunos do turno matutino da Professora Josiene.

A princípio surgiram algumas idéias do que trabalharíamos nessa intervenção, mas que em pouco tempo foi sanada durante as reuniões e planejamentos desenvolvidos pela equipe, e assim decidimos trabalhar com as imagens antigas e as atuais da cidade de Jequié, trazendo mais sobre sua historia, fazendo um resgate e ao mesmo tempo levantando questionamentos do que poderia ter permanecido na cidade e o que poderíamos melhorar a partir de agora.

No dia 19 as crianças já estavam bastante animadas com o que as colegas Andreia e Naiane haviam apresentado nos primeiros dias da semana e quando chegamos nos deparamos com o interesses dos alunos com que trabalharíamos nos próximos dias. Damos inicio com a atividade de rotina e demos continuidade com o que havíamos proposto para aquele momento.

Mas algo ficou marcado para mim no dia 19, pois foi o dia em que conduzi a turma, e ao chegar na palavra geradora CIDADE que foi a palavras que havíamos escolhido com antecedência, muitos alunos já estão bem avançados na ora de formar novos vocábulos mas teve um aluno que me chamou a atenção pois o mesmo formulou em sua mente a palavra DEDÃO mais este não sabia como transcrever a palavra no quadro.

Há crianças que chegam à escola sabendo que a escrita serve para escrever coisas inteligentes, divertidas ou importantes. Essas são as que terminam de alfabetizar-se na escola, mas começaram a alfabetizar muito antes, através da possibilidade de entrar em contato, de interagir com a língua escrita. Há outras crianças que necessitam da escola para apropriar-se da escrita. (Ferreiro, 1999, p.23)

            Ou seja, ela tinha um conhecimento prévio da palavra mas ainda não sabia como escrevê-la. Isso mexeu com o meu pensar e me levou a refletir ainda mais em relação ao meu papel de futura educadora.

Depois de ter trabalhado tudo o que planejamos, partimos para as atividades Xerografadas e foi ai que me surpreendi mais uma vez, só que positivamente, na atividade havia uma questão que pedia para que cada criança escreve-se um pequeno texto sobre Jequié, o que mais gostavam o que menos gostavam, e o que mudariam. Quando a professora Josiene pegou os textos para corrigir e começou a ler alguns fiquei surpresa com o quão avançados alguns alunos estavam, cada texto incrível que eles mesmos produziram sobre a cidade de Jequié que talvez se me contassem eu a principio não acreditaria. Em fim fiquei encantada

            No dia seguinte lemos um poema sobre a cidade de Jequié, em seguida passamos um vídeo para os alunos que falava sobre os instrumentos construídos pelos índios para assim dar continuidade com a construção dos mesmos. Foi muito produtivo, cada um confeccionou e ornamentou o seu instrumento.

E todo esse aprendizado e com essa preocupação com a qualidade profissional que o Pibid nos proporciona ver, seja em maior ou menor grau, acaba por se refletir na eficácia do ensino que pensamos para o futuro, está sendo de grande valia poder observar a situação real da educação básica pública, para que possamos buscar e promover agora e ainda mais futuramente uma educação de qualidade para todos.




 Mundo Lúdico e de muito Aprendizado

O momento das intervenções está se tornando cada vez mais interessante e intrigante, como havia citado na última reunião destaquei sobre a minha primeira experiência falando de como foi bom estar em uma sala que o ambiente e as crianças despertaram em mim a alegria pelo ensino. Na intervenção dos dias 14 e 15 não foi diferente. Desenvolvemos um bom trabalho através do Gênero textual Música e Poema que foi o que propomos a trabalhar.

No dia 14 trabalhamos com o Poema “As borboletas” de Vinícius de Moraes, com um vídeo que falava sobre a metamorfose da borboleta e também com o a música “As Borboletas” cantada por Gal Costa. E como destaca Paulo Freire “o conhecimento de mundo precede a leitura da palavra”. Pedimos para que os alunos nos dissessem o que eles entendiam e sabiam sobre as borboletas abrindo o espaço para que cada um relatasse o entendimento. E assim foi feito.

Quando os vídeos e a música foram passados destacamos a palavra geradora BORBOLETA para ser trabalhado com os pequenos, fui ao quadro e foi muito gratificante ver que muitos dos alunos já sabiam falar a família silábica da palavra que separamos, comprovando assim que o método sociolinguístico esta dando bons resultados, demos seguimento pedindo que os mesmos formassem novas palavras de acordo com o que havia no quadro e as palavras foram construídas.

No momento seguinte fomos ensinar aos alunos a fazerem a dobradura da borboleta, foi um momento lúdico e de muito aprendizado, muitos não queriam fazer apenas uma, mais queriam fazer uma para cada membro da família, pelo que percebi, eles amaram essa atividade, que além de estar desenvolvendo o lado cognitivo também estava trabalhando a parte motora. Segundo Piaget (1971), “o desenvolvimento da criança acontece através do lúdico, ela precisa brincar para crescer”. E esse foi um período de aprendizado e de construção do conhecimento para cada um de nós.

Depois dos origamis confeccionados colamos um por um no mural que foi exposto no dia seguinte.  Nossa última atividade desse dia foi o ensaio com a música aquarela, e como cada um tem a sua particularidade foi um pouco complicado o ensaio, Sarmento aponta que [...] “Os diferentes espaços estruturais diferenciam profundamente as crianças”, ou seja, cada um tem a sua personalidade. Mas no final das contas minhas impressões dessa turma foram e são as melhores.

No dia 15 fizemos a revisão do assunto, organizamos no pátio da escola a apresentação da turma para a Música Aquarela, e ao mesmo tempo estavam expostos às releituras das obras de Romero Britto, feita pelos alunos em sala, juntamente com o cartaz das dobraduras das borboletas. As outras turmas foram convidadas a prestigiarem e assistirem a apresentação. Aprendi com toda essa prática e com as dificuldades que somos capazes de ser melhores a cada dia e podendo mostrar para os nossos pequenos que eles também são capazes de realizarem e serem o que quiserem na vida.

 Apresentação da Musica Aquarela





 Dobradura das borboletas


quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Intervenção I na escola Vilma Brito Sarmento, sala do 3° ano A da professora Josiene (Ene)

Antes de irmos para sala de aula, primeiro precisamos planejar o que vamos aplicar neste ambiente. Através da oficina “A arte nas assas da leitura”, fomos indagados com a seguinte pergunta: Vocês já levaram esse trabalho para a prática? Já aplicaram com alguma turma? e foi através dessas indagações que resolvemos trabalhar através do Pibid com as obras de Romero Brito com os alunos do 3° ano da escola Vilma brito sarmento no turno Matutino. Tendo como objetivo despertar na criança o gosto pela leitura através das imagens construídas pelo artista plástico “Romero Britto” e oportunizando as mesmas de participarem de aulas lúdicas e significativas.

A intervenção ocorreu nos dias 15 e 16/08, e tal intervenção se baseou no trabalho com as obras de Romero Brito, para a partir da mesma, trabalhar com a palavra geradora CORAÇÃO, que foi escolhida a partir de um dos desenhos de Romero, associado as atividades de nível de escrita.
No primeiro dia apresentamos sobre a vida e obras do artista plástico Romero Brito, em seguida apresentamos aos alunos algumas obras do mesmo dando ênfase á obra do coração que seria a palavra geradora que trabalharíamos. Passamos um vídeo que falava de coração, quais suas funções, para que ele serve etc. trabalhamos também com as cores primárias, secundárias e terciárias, seguida de atividade impressa.
No segundo momento relembrei a palavra geradora coração escrevendo-a no quadro, depois o reconhecimento das silabas que compõe a palavra coração, em seguida sistematizamos e organizamos a exposição de algumas das artes plásticas de Romero. Foram distribuídas imagens das obras de Romero Britto (coração, maçã, flor, estrela, pomba) e materiais de pintura para as crianças fazerem a releitura e pintura das obras do artista em telas. E após todo o processo que passamos com os alunos nosso objetivo final é Finalizarmos com exposição de suas telas.

Portanto, a experiência na primeira intervenção me proporcionou fazer uma articulação entre a teoria e a prática, apesar de estar muito nervosa por ser a primeira vez que estava naquele ambiente conduzindo a turma , tentei me tranquilizar para passar com calma o que havíamos proposto, sem contar que os alunos foram bastantes receptivo, acredito que isso ajudou bastante para que eu conseguisse desenvolver o trabalho, sem contar da ajuda  dos colegas e da professora Ene, que foi de suma importância.  Percebi que durante os dois dias a minha relação com eles foi de troca de conhecimentos e aprendizados, e ao meu ver o grupo estava bastante entrosado. Essa minha primeira intervenção me proporcionou a construção de novos significados em relação a prática docente, me fez enxergar através da reflexão qual as dificuldades que tenho e no que eu preciso melhorar. Isso tudo está possibilitando a construção da minha identidade profissional, para saber realmente qual o perfil de docente que estou me tornando e qual pretendo me tornar.

 Com certeza quero ser uma profissional que sempre reflita a respeito da prática, e sempre em busca do que é novo, pois o mundo esta em constantes mudanças. Esse momento me permitiu através das bases teóricas do método de Freire,  por em prática os passos usados para trabalhar a sílaba de forma contextualizada, que se tornou mais fácil com a apresentação das obras de Romero Brito. Em fim foi muito significativo esse período.


   

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

I INTERVENÇÃO: Minha primeira intervenção


Minhas primeiras experiências no PIBID

Para um acadêmico se tornar um bom professor, necessita não somente do conhecimento teórico, mas de uma boa iniciação ao exercício da prática docente.  O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência (PIBID) nos possibilita o contato direto com os professores e alunos, no qual temos a oportunidade de vivenciar as experiências no ambiente escolar, realizando atividades práticas contendo tanto impressões reais quanto psicológicas e críticas dos alunos.

         Em parceria com os colegas vivenciei novas experiências, tudo foi muito novo, ainda estou me adaptando, contudo, a ajuda da coordenadora, dos colegas e da supervisora está sendo de grande importância. Neste sentido, atuamos na Escola Municipal Vilma Brito Sarmento, sob a supervisão da professora Josiene, na preparação e intervenção em sala de aula, trabalhamos como tema Meio Ambiente, utilizamos atividades de leitura, vídeos interativos relacionados a essa temática, além de propormos também uma atividade dinâmica com o jogo de boliche, com isso nosso objetivo era levarmos os alunos á refletirem sobre a importância de preservar o meio em que vivem, e de como isso poderia ser feito;observarmos qual o entendimento e se os mesmos já têm uma visão critica sobre tal assunto.

        O primeiro contato com os alunos e com o ambiente escolar foi surpreendente, tive uma sensação muito boa, fui bem recebida tanto pelos colegas, quanto pela minha supervisora e pelos pequenos alunos da escola.  As crianças são bem carinhosas e dispostas a se doarem em prol do outro. Na aplicação das tarefas percebi grande participação dos alunos os quais souberam realizá-las com êxito. O resultado dessa intervenção foi muito positivo, pois os alunos corresponderam as nossas expectativas.

         Através do PIBID somos colocados em situação real de práticas docentes o que é muito importante na nossa formação acadêmica. Nessa primeira experiência percebi que ainda há algumas lacunas a serem preenchidas na educação, mas que está sendo de grande significado estar participando desse projeto, podendo passar o pouco de conhecimento que tenho, mas com a certeza de que tenho muito mais a aprender do que a ensinar.

           As dificuldades que encontrei ao adentrar em sala de aula, por exemplo, foi de estar um pouco “presa” a postura de aluna, pois sei que devemos a partir de agora ter uma postura de educador e sei que isso vamos aprender com o tempo, o dialogo que ainda esta pouco apurado e, além disso, de saber como lidar com as diversidades em sala de aula, essas  são algumas limitações que trago na minha bagagem de vida, acredito que isso possa estar relacionado também com o ensino que trazemos das instituições conservadoras de onde viemos, mas sei que estamos sendo preparados para sermos bons educadores.

           Ao ingressar no Programa Pibid somos colocados em situações de praticas, praticas essas, como a criação de um Blog, por exemplo, que serve para divulgação dos nossos aprendizados, experiências e materiais desenvolvidos pelo projeto PIBID, logo quando criei o blog tive e ainda tenho dificuldades pra manuseá-lo, tais como: postar as atividades, imagens entre outros, porém aos poucos estou me familiarizando com essa nova rede social que é de suma importância para nossa vivência no programa, além de estar contribuindo para minha formação acadêmica.

          Cada encontro que temos, aprendemos sempre mais, e em um desses encontros fomos levados a pensar no que o Pibid contribuiu e contribui em nossa vida acadêmica através de uma costura. O meu desenho como estou iniciando agora, mostra justamente o que eu espero do programa, desenhei uma flor amarela representando clareza para o meu conhecimento e aprendizado, desenhei uma escada simbolizando as dificuldades (A criação do blog, por exemplo) encontradas e que cada uma dessas dificuldades que vou superando vou subindo um degrau para alcançar meus objetivos, e por fim desenhei uma pipa simbolizando que sempre podemos aprender mais, que sempre podemos avistar novos horizontes em busca de novos conhecimentos e novas aprendizagens. 


                                                     Orientação das  atividades


Eu e meus colegas bolsistas orientando o jogo de boliche das sílabas